1 de jun de 2013

O amor não acaba, nós é que mudamos .-


Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem do raio de visão um do outro.
Que fim levou aquele sentimento?
O amor realmente acaba?

O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são subtituídos por outros no decorrer da vida. 
As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. 
O amor costuma ser amoldado à nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. 
O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantém os mesmos.

Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. 
Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. 
O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. 
O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. 
Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.

O amor não acaba. 
O amor apenas sai do centro das nossas atenções. 
O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. 
Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. 
Paixão termina, amor não. 
Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.

13 comentários:

  1. "Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos meu ip esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice".

    [resumo mais que perfeito [pra mim]]

    beijo

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    1. E para mim, sua visita é essencial e perfeita, beijo no seu coração.

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  2. Parabéns pela postagem, Nicinha, quando criamos expectativas sôbre a outra pessoa, normalmente iremos nos decepcionar, pois moldamos um ser perfeito que não existe, ou tentamos moldar alguém por um idealismo ilusionista de dominio do outro, subjugando até mesmo a forma de pensar do(a) parceira(o) sob a nossa vontade...mas quando somos cúmplices, amigos e confidentes...então vem a afinidade e crescemos juntos, mudando uníssonos no tempo e nos desejos..."Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção." (Antoine de Saint-Exupéry).

    Lhe desejamos um ótimo final de semana.

    Ghost e Bindi

    http://esquinadosversos.blogspot.com

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    1. Ser cúmplices é o essencial para um relacionamento, seja ele a distancia pelas atribulações do dia a dia ou durmindo em uma cama de solteiro juntinhos...
      o respeito na sua forma de esperar sempre o melhor do outro também faz parte para uma vivencia tranquila, mesmo com pedras de tropeço pelo caminho a seguir.
      Excelente colocação com a frase de Antoine.
      Desejamos também para vocês um excelente fim de semana.

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  3. Nicinha!!
    Acredito no amor, apesar de saber que é um sentimento compartilhado por poucos...

    ' aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção., MESMO QUEM DIZ NÃO ACREDITAR,NO FUNDO ACREDITA,POIS SÓ ISSO NOS MANTÉM VIVOS .
    NICINHA, tenho te visitado e gosto muito, um abraço

    veraportella

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    1. Verinha eu também gosto muito de você, embora nossos links estejam em outra página, o que vale é o nosso respeito entrelinhas, e vamos gerando uma energia positiva.
      Abraço fraternal

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  4. Linda escolha esse texto da Martha! Obrigadão pelo carinho e acabei de embarcar o filho..

    .Assim, retornando ao mundo dos blogs.beijos, obrigada pelo carinho,chica

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  5. Concordo com tudo, resumiu com muita sabedoria!
    Grande abraço e sucesso!

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  6. Amei o texto!!!! Beijinho a e boa semana

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  7. Olá amiga querida! Amei meditar sobre o que você escreveu...
    Muito importante, a reflexão!
    De coração, agradeço a Deus o amor fraterno que nos une!
    Bjs,
    Josi

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  8. Bom dia ...

    Bonito blogue onde a harmonia das palavras se enlaça em frases perfeitas. Texto lindíssimo. Gostei de ver e ler. Parabéns.

    Gostava que visitassem e, querendo, se fizessem seguidos/as. Fica o meu agradecimento. Obrigado.

    http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

    Deixo cumprimentos

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  9. Querida Nicinha, faz algum tempo que não comento aqui,mas tou sempre dando uma espiadinha, e sempre levo boas palavras...hoje não foi diferente, adoro Martha Medeiros, e nunca precisei tanto ouvir falar de amor com este angulo de alcançe, de uma visão lúcida e necessária,pois o amor existe, eu acredito, mas como encará-lo, aproveitá-lo, e não nos perdermos em seus redemoinhos. Ela é tão clara nesse texto que chego a me alegrar, pois não conseguia dicernir antes, a força de um amor, pois me machuquei muito da última vez, mas por não saber, não ter me entendido ainda para poder domar e usufruir dessa dádiva, mas não tenho como palavras mágicas, mas sinceras, e se possível colocá-las em prática. Mas o amor, ah, o amor...
    Carinho respeito e abraço.

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Feliz por sua visita! espero que tenha gostado e claro seja sempre bem vindo.
Fraterno abraço, desejando felicidades.