20 de set de 2012

Corações de Papel.


Corações de papel

Por onde é que tú andas ó meu coração?
Pelas terras do sul, pelas terras do norte,
Pelas terras distantes ou cá do rincão.
Procurando por seu derradeiro consorte...

São amores que vem, são amores que vão,
São amores plausiveis ou pura ilusão,
São amores errantes, amores sem chão,
São amores sem chance de consumação.

Bem distante figura um poeta a sorrir,
Bem ao sul um amigo comigo se encanta,
E ao norte um destino já traçado.

Corações de papel que não podem florir,
Muito estranha esta sina que tanto me espanta,
Tanto amor que me dão, mas vem sempre truncado.

Fatima Irene Pinto

2 comentários:

  1. Precioso Soneto que, en Brasileño, suena, si cabe, más bonito.
    Un abrazo.

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    1. Amado Luis, agradeço sua presença constante e respeito, sua conduta é eleita em muita estima por mim.
      Grande abraço.

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Feliz por sua visita! espero que tenha gostado e claro seja sempre bem vindo.
Fraterno abraço, desejando felicidades.