8 de ago de 2012

São Paulo ganha serviço de ginecologia especializado em mulheres com deficiência.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo inaugurou um serviço ambulatorial especializado na assistência em saúde de mulheres com deficiência. Localizado no hospital estadual Pérola Byington, o projeto "Sábado sem Fronteiras" visa oferecer assistência em saúde ginecológica para mulheres com mobilidade física ou intelectual reduzida.

Os atendimentos, que serão realizados sempre no último sábado de cada mês, das 8h às 12h, ocorrerão em um ambulatório localizado no segundo andar do hospital, composto por sala de espera, sala de atendimento individual, sala de exames e sala de coleta de materiais, e contará com assistência de uma equipe multidisciplinar composta por médicos ginecologistas, enfermeiros, psicoterapeutas e psicólogos.

O projeto recebeu investimento de R$ 20 mil para a compra de equipamentos e adequação do espaço físico. A expectativa é atender, em média, mil mulheres por ano.
Durante a consulta, cada paciente vai receber um cartão de identificação, onde serão inseridos os resultados dos exames básicos de ginecologia como papanicolaou e ultrassonografia, além de exames básicos de rotina, como os de urina e de sangue, para verificação de taxas de glicemia e colesterol. Mulheres com mais de 50 anos também poderão fazer exame de mamografia.

Os resultados dos exames por imagem, como ultrasonografia, serão entregues no mesmo dia da consulta, possibilitando, assim uma maior comodidade. Já os resultados de outros exames mais complexos e que eventualmente não fiquem prontos na hora, poderão ser consultados pelas pacientes ou seus familiares via internet. As pacientes também poderão ser informadas, por telefone, caso tenham que retornar ao hospital Pérola Byington para realizar o tratamento de alguma patologia detectada nos exames.

Outro diferencial do projeto se deve ao fato de ser considerado "sem tempo de espera", já que, durante o período que antecede a consulta, as pacientes poderão participar de grupos de discussões com psicólogos e psicoterapeutas sobre sexualidade e outros temas do cotidiano da pessoa com deficiência.

"O objetivo da ação é, não só ampliar, mas facilitar o acesso das mulheres com algum tipo de deficiência ao atendimento médico ginecológico. Queremos oferecer atenção especial a esse público-alvo, que, em muitos casos, deixa de lado os cuidados com a saúde por enfrentar dificuldades de mobilidade ou por temer a possibilidade de sofrer qualquer tipo de preconceito ou discriminação", diz o diretor do Hospital Pérola Byington, Luiz Henrique Gebrim.

Fonte: Hospitalar.com

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