27 de abr de 2012

“O cotidiano da Saúde no Brasil”


Vejo a busca de pessoas pela assistência médica universal gratuita, inscrita como dever do estado na Constituição Federal.
Eu já fui vítima também em 2008 com uma insuficiência renal crônica. As filas imensas, maioria mulheres e crianças, os homens não escapam. Em alguns casos os idosos só têm preferência de atendimento se estiverem cadastrados, ou então vão para fila também.
Consideramos que a luta pelo fortalecimento do SUS é antiga e não deve entrar em confronto com outra luta não menos importante: o combate à pobreza.
Ambas passam, necessariamente, pela manutenção de recursos específicos para cada área, sem que qualquer das duas sofra prejuízo. A grande massa atendida pelo SUS é composta pelos menos favorecidos e não deve ser cobrado exatamente desses mais um sacrifício para que se atenda aos mais pobres ainda. Não é possível que o que se tenha a oferecer seja a troca de um atendimento pré-natal por um prato de comida. A saúde é um resultado de várias ações, complementares e não excludentes.
O problema na saúde não é a falta de verba, mas sim de inteligência. Entendamos inteligência como excelência na gestão. Não devemos olhar o preço do produto, mas sim a necessidade dele.
O Brasil sofre na área de saúde porque olha o gasto e não a urgente necessidade.
Um governo que não consegue administrar com excelência a saúde pública desrespeita os direitos humanos.
São vários os fatores da falência da saúde no país. Vou citar alguns fatores que são na verdade uma reação em cadeia:
- Educação: sim, a educação tem muito a ver com a saúde. Você sabia que grande parte dos pacientes tem doenças causadas por má informação, como doenças causadas por água contaminada (água contaminada é uma das coisas que mais mata crianças no mundo), até mesmo complicações causadas por crendices;
- Falta de saneamento: Não adianta a pessoa saber dos males se o Brasil não dá a mínima pro saneamento básico. Como eu disso água contaminada é um dos vilões. Assim como o esgoto a céu aberto que é potencializador de doenças causando o acréscimo de pessoas em hospitais;
– Hospitais mal equipados e sem médicos suficientes: Existem excelentes centros no Brasil com material de primeira. No entanto existem milhares de hospitais sem a mínima condição de literalmente abrir.
– Corrupção: grande parte do dinheiro que era pra ir para equipar e contratar médicos é desviado (coisa que todo mundo sabe);
- Educação: Sim, voltamos pra educação. Com educação todos os países de primeiro mundo de desenvolveram. Com educação se faz mais pesquisas. Abrem-se mais indústrias. Geram-se mais emprego e gera mercado consumidor e com isso gera mais dinheiro interno e investimento externo.
Além disso, torna-se o povo mais instruído, permitindo pessoas com poder de avaliação. Com pessoas assim, se faz uma nação com menos políticos corruptos. E com políticos competentes há mais planejamento de longo prazo, melhor a vida de todos e melhora inclusive a saúde.
Acho que entre as propostas para melhorar os serviços de saúde pública prestados à população estão a descentralização do modelo assistencial, a redução da mortalidade infantil e materna, o desenvolvimento de recursos humanos no setor e o controle de doenças.
Tudo isso que falei é a coisa mais obvia que alguém poderia pensar… é tão obvia e simples que muitos se esquecem de como se formar um país melhor.
Mas e o que eu e você temos a ver com isso? Realmente podemos fazer algo para mudar?
Sim! Os objetivos do milênio foram traçados de forma global, mas seu alcance deve ser visto como uma enorme teia onde países, estados, cidades, bairros, vilas, famílias e cada indivíduo devem fazer a sua parte.
Uma pequena atitude de um cidadão somada a de outros faz muita diferença.


3 comentários:

  1. passando para retribuir o carinho e te desenhar também um ótimo final de semana e feriado

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  2. Aqui e aí as mesmas preocupações e os mesmos problemas!

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Feliz por sua visita! espero que tenha gostado e claro seja sempre bem vindo.
Fraterno abraço, desejando felicidades.