24 de out de 2011

Mobilização no SUS - Médicos de SP farão protestos e paralisações do atendimento em hospitais na próxima terça (25/10)

Situação dos médicos do SUS será denunciada na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal de São Paulo. Na rede estadual, salário é de R$ 1.700,00 e, na capital, de R$ 2.200,00 para 20 horas semanais

Já confirmaram paralisação dia 25/10 os médicos dos Hospitais Emílio Ribas, Servidor Estadual e HC de Ribeirão Preto

No próximo dia 25 de outubro acontece a mobilização dos médicos que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) convocada pelas entidades médicas nacionais - Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina e Federação Nacional dos Médicos. Os profissionais irão protestar em ações programadas em todos os estados contra a baixa remuneração, as más condições de trabalho, a insuficiência de recursos e a precariedade da assistência prestada à população no sistema público de saúde.

Em São Paulo, no dia 25/10, vão ocorrer audiências públicas na Assembleia Legislativa (às 13h30) e na Câmara Municipal da capital (às 10h), quando serão debatidos a situação dos médicos e o atendimento das redes públicas estadual e municipal de São Paulo, além do financiamento do SUS nas três esferas de governo.

Capital

Na rede pública municipal atuam aproximadamente 13 mil profissionais, mas cerca de 20% dos postos de trabalho não são ocupados; e 40% das unidades têm escalas médicas incompletas, sobretudo na periferia. No entanto, não faltam médicos na cidade. São Paulo tem o maior contingente do país: são 46.112 mil em atividade, ou um médico para cada 231 habitantes, concentração superior à encontrada em muitos países como Estados Unidos, Bélgica, Reino Unido e México.

Alguns motivos para a falta localizada de médicos:
> Ausência de um plano de carreira;
> Más condições de trabalho;
> Baixa remuneração;
> Contratações temporárias;
> Disparidade de salários praticados entre a administração direta e as Organizações Sociais (OSs).

De acordo com o último concurso realizado, o baixo salário inicial definido pela Secretaria Municipal de Saúde - de R$ 2.209,10 para jornada de 20 horas, incluindo as gratificações - levou ao não preenchimento da maior parte das 774 vagas oferecidas.

Fonte: Cremesp

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