5 de set de 2011

Refletindo para dias melhores, iniciando a semana com muita Perseverança.



Imagine fazer uma prece a você mesmo.
Imagine poder conversar consigo mesmo de uma forma suave, profunda, definitiva.
Quem sabe você poderia dizer assim:


“Que eu me permita olhar e escutar e sonhar mais.
Falar menos. Chorar menos.
Ver nos olhos de quem me vê a admiração que eles me têm, e não a inveja que prepotentemente penso que eles têm.
Escutar com meus ouvidos atentos, e minha boa estática, as palavras que se fazem gestos, e os gestos que se fazem palavras.
Permitir sempre escutar aquilo que não tenho me permitido escutar.
Saber realizar os sonhos que nascem em mim, e por mim e comigo morrem por eu não os saber sonhos.
Então, que eu possa viver os sonhos possíveis e os impossíveis.
Aqueles que morrem e ressuscitam, a cada novo fruto, a cada nova flor, a cada novo calor, a cada nova geada, a cada novo dia.
Que eu me permita o silêncio das formas, dos movimentos, do impossível, da imensidão de toda profundeza.
Que eu possa substituir minhas palavras pelo toque, pelo sentir, pelo compreender, pelo segredo das coisas mais raras, pela oração mental.
Que eu saiba dimensionar o calor, experimentar a forma, vislumbrar as curvas, desenhar as retas, e aprender o sabor da exuberância que se mostra nas pequenas manifestações da vida.
Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos, fazendo-me parte suprema da natureza, criando-me e recriando-me a cada instante.
Que eu possa chorar menos de tristeza e mais de contentamento.
E que meu choro não seja em vão, e que em vão não sejam minhas dúvidas.
Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesmo. Que eu não tenha medo dos meus medos!
Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis, e desperte com o coração cheio de esperanças.
Que eu faça de mim uma pessoa serena, dentro de minha própria turbulência.
Humilde diante de minhas grandezas tolas e ingênuas...
Que eu possa ensinar o pouco que sei, e aprender o muito que não sei.
Traduzir o que os mestres ensinaram, e compreender a alegria com que os simples traduzem suas experiências.
Respeitar incondicionalmente o ser. O ser por si só, por mais nada que possa ter além de sua essência.
Auxiliar a solidão de quem chegou. Render-me ao motivo de quem partiu. E aceitar a saudade de quem ficou.
Que eu possa amar e ser amado. Que eu possa amar mesmo sem ser amado.
Fazer gentilezas quando recebo carinho. Fazer carinhos mesmo quando não recebo gentilezas.
Que eu jamais fique só, mesmo quando eu me queira só”.

3 comentários:

  1. Sim que dias melhores viram pois nossa esperança renova-se á cada dia.

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  2. Boa tarde,passando pela primeira vez e sentindo vontade de voltar porque não foi possivel ver as demais postagens, e por gostar do que já vi, vou voltar, abraço
    Monique

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  3. Não ter medo dos próprios medos...foi o melhor paragrafo. Se tivermos conhecimento de nós mesmos, poderemos ir em frente, afinal viver é tão bom, basta saber viver.
    Boa semana.

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Feliz por sua visita! espero que tenha gostado e claro seja sempre bem vindo.
Fraterno abraço, desejando felicidades.