11 de ago de 2011

A FOME MUNDIAL.


Crescimento da população mundial

Até o ano de 2050, o mundo passará dos atuais 6,7 bilhões para mais de 9 bilhões de habitantes agravando um problema já existente: a fome mundial.

Os dados são da Divisão de Estatísticas das Nações Unidas (Unstat) e foram apresentados pelo professor Daniel Eduardo Lavanholi de Lemos, do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP) durante o World Aquaculture 2011, realizado em Natal (RN).

O crescimento populacional é agravado pela desigualdade, já que o grupo dos mais ricos cresce menos que o grupo dos mais pobres, segundo o pesquisador.

No cenário de 2050 delineado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), as nações da Ásia e da África subsaariana abrigarão 60% da população do planeta.

Peixes em cativeiro

Diante desse quadro, Lemos acredita que a aquicultura possui um importante papel a cumprir. "O pescado já é segunda maior fonte de proteína animal atrás apenas dos suínos", assinalou o professor da USP.

A aquicultura, a criação de peixes em cativeiro, já divide igualmente com a pesca o fornecimento de pescado mundial.

A diferença é que a produção pesqueira não cresce desde o ano 2000 enquanto a aquicultura aumenta a cada ano e ainda tem muito potencial para se expandir, segundo o especialista.

"Assim como ocorreu com a caça, que não responde mais pelo suprimento de alimentos para o homem, era previsível que o mesmo ocorresse com a pesca", assinalou Lemos em seu trabalho.
Alimentação para os peixes

No entanto, para crescer de maneira sustentável, a criação de pescado deve enfrentar vários desafios. Um dos maiores será o de encontrar fontes alternativas de nutrientes para as rações de piscicultura.

Isso ocorre porque ainda se usam recursos marinhos na aquicultura. Boa parte da alimentação dos animais criados em tanques são rações compostas por farinha feita com peixes pescados e a redução dos estoques naturais tem tornado a matéria-prima mais rara e o produto a cada dia mais caro. "A escassez desse insumo levará a buscas mundiais cada vez maiores por fontes de nutrientes-chave", aventou.

Encontrar soluções sustentáveis para a nutrição na aquicultura é o desafio atual de Lemos que coordena o projeto "Determinação in vitro da digestibilidade da proteína alimentar para peixes em aquicultura" , que tem o apoio FAPESP na modalidade Auxílio a Projeto de Pesquisa - Regular.

Fonte: Diário da Saúde.

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