13 de jul de 2010

DIA MUNDIAL DO ROCK . NA CIDADE DE MANAUS COMEMORAÇÃO COM MUITA GUITARRA.


BANDA JUKEBOX - de primeira , gostei.
MANAUS - Dia Mundial do Rock, 13 de julho. Numa retrospectiva do gênero musical em Manaus, desde o início, o estilo "fez a cabeça" de várias gerações na cidade. Bandas e bares que trazem o Rock como referência, comprovam que o gênero tem muitos adeptos na capital, embora ainda não esteja a altura de outras capitais do País, onde o gênero já é consolidado.

O ritmo conquistou nomes na capital amazonense como do jornalista Joaquim Marinho. Dono do primeiro programa de rock local, na Rádio Rio Mar, ainda nos anos 60, ele também era integrante da banda "Beat Rocks" que fez história na época.

Joaquim Marinho diz que o aparecimento do gênero na cidade foi tumultuado. "O movimento era pequeno, porém forte. Numa época em que se ouvia muito brega, o rock fez a diferença com nomes como Elvis Presley e Beatles", disse. Segundo o radialista, os fãs do rock se reuniam nos finais de semana em clubes como Ideal, Rio Negro, Olímpico e Sheik. Nesses lugares experimentavam sons que soavam barulhentos e rebeldes para a sociedade da época.
Um dos festivais recordados por Joaquim Marinho, realizado em 1967, foi marcado pelo show da banda "Os Mutantes". O evento reuniu um público representativo no ginásio de esportes do Rio Negro Clube. Muitas das músicas apresentadas foram ameaçadas de censura pela Ditadura. "Passamos por cima e cantamos as músicas", disse Joaquim.

Um dos pontos fortes do show de 1967, foi a música "Jogo de Calçada" dos compositores amazonenses Hilton Oliveira e Wandler Cunha cantada pelos Mutantes. A música foi gravada também em disco na mesma época.

O rock produzido pelas bandas de Manaus é aprovado pelo radialista. " A cidade já produziu muita coisa boa, conta ele, que também foi proprietário do Bar Hollywood, no período de 90 até 2003, por onde muitas bandas de rock se apresentavam.
Também nos anos 90, quem não lembra do Festival Fronteira Norte? O evento, voltado para as bandas locais e produções autorais, representou um marco do rock independente manauense. O festival durava dois dias e chegou a reunir 6 mil pessoas num sítio na AM-010 (Manaus-Itacoatiara).

Para registrar a história do rock na cidade, o jornalista Daniel Valentim e o cineasta Victor Sato lançaram em 2008, o documentário "Zona Franca Rock". O registro conta com várias entrevistas sobre a história do rock . Também o escritor Simão Pessoa publicou pela Editora Valer, o livro "Rock: a Música que Toca", em 1996.

Bares e bandas

Os roqueiros Bruno Lopes e João Guilherme citam lugares memoráveis na cidade como Eco‘s Bar, Bar do Hell’s, War Zone e Macintosh. Bruno vai mais além e relembra as bandas locais famosas como "Olhos Imaculados, Zona Tribal, Underflow, além de, Platinados, Tucumanos e Teoria Arcana".

"Several Skin e Glory Opera" são exemplos de bandas que conquistaram reconhecimento em nível nacional. Na cena do rock manauara atual, destacam-se ainda as bandas Overload, Essence, Jukebox , Critical Age, além de Barflys, Oficial 80, Mistery Machine, Underbase e Hightower. Um exemplo de que os solos das guitarras continuam vivos e inspirados no Porto de Lenha, que não é Liverpool, mas ama os Beatles e Roling Stones.

Fonte: Hêmily Lira, Portal Amazônia
Nas próximas férias nós vamos lá ouvi-los pessoalmente.

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