18 de mai de 2010

NINGUÉM FICA SEM QUERER. / COMPORTAMENTOS.



Ninguém fica sem querer.
Será mesmo? Pense em você. Você fica com quem não quer? Você fica onde não quer estar? Conhece alguém que age dessa forma? Atitude versus discurso – o que você escolhe prestar atenção? Qual é o seu foco? O que te interessa, ou melhor, o que te toca – palavras ou o saber que ele (a) estará lá, toda vez que precisar? Qual a sua escolha? Qual a tônica da sua história?

Nos relacionamentos, é importante ficar atento à atitude – que quer sempre dizer mais do que qualquer discurso… Estar, ficar, querer, desejar, sentir – tudo isso não dá para contar, tem mesmo é que viver…isso! sentir, viver, experimentar… E, se funciona para nós, funciona para o outro.
Nos dias de hoje, ninguém se obriga ao que não agrada.
Buscamos prazer, amor, construir relações, e isso demanda crescimento interno, disponibilidade, capacidade de sonhar, coragem para enfrentar todos os percalços que a relação traz, força para agir..
Chances
Então, que tal dar uma chance ao outro, aos outros, àqueles que nos amam? Eles nem sempre estão mentindo.
Não são dissimulados.
Não são enlouquecidos e, o mais legal de toda essa história, podem estar falando a verdade ou ainda internalizando o acontecido para então se abrir.
Será que você está aberto (a) para ouvir? Será que aprendeu a abrir os ouvidos? Escutar com o coração? Compreender com a alma? Será que estamos prontos para acolher tudo o que esse nosso parceiro sente enquanto ficamos por aí, buscando pelo em ovo e sofrendo por um desamor que não é real?
Afinal, ele (a) está do seu lado? Quando estão juntos está inteiro? É intenso? É para você? Explica tudo o que aconteceu em detalhes? Você ouve? Pense bem em você, no que sente e faz – pesando sentimentos como insegurança, falta de autoconfiança, etc.
Pense bem. O telefone pode mesmo ter quebrado, a bateria arriado, a gasolina acabado. Ele (a) pode realmente estar só com os amigos, pode ter decidido ficar sozinho e isso não quer dizer nada. Não quer dizer que não o (a) ama.
Compartilhar
Para nós humanos, por vezes fica difícil externar o que sentimos. Basta entrar no YouTube e analisar vídeos de gatinhos, cachorros e qualquer outro animal para aprender com eles a se mostrar, a compartilhar o que sente.
Nós, pobres mortais com os cinco sentidos, pelo jeito, não aprendemos a tocar e a ser tocados. Perdemos o toque da sedução, do ouvir, do degustar, do olhar… Deixamos de lado os sentidos e só o que fazemos é escutar o outro com nosso filtro, nossa insegurança, nossas incertezas…
E, então – bomba – não há relação que agüente, não há outro que suporte… Exemplos positivos e negativos não faltam… Tenho uma amiga que é muito bonita. Namora um rapaz tão belo quanto. Juntos, fazem um casal mais que diferenciado – sabe daqueles que chamam a atenção? Pois é, eles são assim!
A questão é que ele possui amigos, saem juntos para beber, para conversar, para ver o futebol, falar da vida, se divertir. E ela, embora já esteja na relação há mais de um ano, ainda não conseguiu entender que isso não deveria interferir em nada na construção da relação que possuem.
E então – o que faz? Tenta de todas as formas acorrentá-lo. Segue, persegue, questiona, estraga qualquer possibilidade de paz e, por mais incrível que pareça, ao invés de cuidar de si mesma para o amor, quebra o clima, emburrece, oprime e enfeia…
Difícil para ela compreender. Não, ele não estava procurando outras mulheres, não estava paquerando, não estava escondendo nada – estava apenas fazendo o que gosta com os amigos que gosta, no timing que possui.
Complexo
Somos mesmos imperfeitos e, infelizmente, precisamos perder para aprender… Você já viveu uma história assim? Já se perdeu por amor? Já perdeu seu amor? A única certeza que tenho é que – doa o quanto doer – tudo passa… Outras histórias, outros amores, outras escolhas…

Com o tempo, ganhamos autoconfiança e passamos a acreditar em nós, no nosso poder de seduzir, na nossa forma de amar, na nossa força e, nesse sentido, compreendemos que, sim, podemos acreditar no outro.
FONTE: YAHOO - COMPORTAMENTO -
POR SANDRA MAIA - 18/05

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