12 de abr de 2010

AIDS, A DOENÇA DO DESCASO PÚBLICO.



Pelo menos cinco pacientes, entre elas três crianças, estão sem remédios específico para o tratamento da Aids na cidade. Os medicamentos Abacavir e Lamivudina estão em falta no SAE (Serviço de Atendimento Especializado) podendo comprometer o controle da doença.

A coordenadora do programa municipal de DST/Aids, Helena Querino Schwitzky, afirma que há quatro meses o Ministério da Saúde avisou que faltaria o Abacavir devido à renovação de contrato com a empresa fornecedora.

Já o Lamivudina, usado por um número maior de pacientes da Aids, está em falta por problema de logística.

“Não temos mais o remédio em estoque, quem tinha que pegar pegou, no entanto, não temos mais”, disse.
Ela explica que a recomendação do Ministério da Saúde foi a substituição para outro medicamento, porém não houve adaptação para os cinco pacientes. “A indicação é que se faltar um remédio, não se deve tomar os outros do coquetel porque pode facilitar a multiplicação e aumentar a resistência do vírus”, diz Helena.

Dos 369 pacientes que fazem tratamento de Aids na cidade, somente cinco dependem do Abacavir.

A falta de remédio gera preocupação em pacientes mesmo aqueles que não dependem dos dois medicamentos e que a escassez atrapalha o tratamento.

“Meu marido, que também é soro positivo, neste mês recebeu apenas 13 comprimidos, quando deveria receber 60 para o tratamento completo”, disse a dona-de-casa.

FONTE:DIÁRIO DA SAÚDE/MARÍLIA.


Registro de casos vem caindo, diz Saúde

A coordenadora do programa municipal de DST/Aids, Helena Querino Schwitzky, explica que além de fornecer remédios, programas do SAE visam prevenir o contágio do HIV.

Ela conta que aconselhamento e realização de testes são as maneira escolhidas para prevenir a população de Marília de ser infectada pelo vírus.

“O programa tem tido bons resultados. Em 2007 foram 80 novos casos, em 2008, 71 e em 2009, 61. No entanto, isso é somente um dado, a prevenção tem que ser constante, não é motivo para comemorar”.

Ela afirma que no ano passado foram feitas 8693 abordagens para controle da doença, 34 encaminhamentos para exames, foram distribuídos 113589 preservativos masculinos em Marília, 603 preservativos femininos, 2269 sachês de lubrificante e 385 tubos de lubrificantes.


Paciente descobre doença após marido morrer

Paciente soro positivo entrevistada pelo Diário, que prefere não se identificar, conta que ficou sabendo da doença após a morte do ex-marido. Isso foi há quatro anos, no entanto desconfia ser portadora do vírus há pelo menos uma década.
Ela afirma que o ex-marido contraiu a doença em relações extra conjugais. “Meu ex-marido teve dois testes falso negativo. Trataram a doença como se fosse tumor cerebral. Somente próximo a morte descobriram se tratar de Aids”.

Ela afirma viver bem com a doença, mas teme preconceito das pessoas. Ela se casou novamente, seu parceiro já era portador do vírus antes de se conhecerem.
Com aparência saudável, paciente foge de todos os estereótipos associados ao doente de Aids. Ela reafirma a importância do uso de preservativos e precaução nas relações sexuais. “Aids não tem cara, não tem cheiro”.

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