7 de jun de 2009

EMOÇÕES III

Quantas mães, avós, tios, primos e assim com tantos parentes de todas as meninas esses chegavam para mais um domingo de visita. Durante os fins de semana e após os horários de escola todas ensaiaram músicas e poesias para o DIA ESPECIAL DAS MÃES.
Antes do almoço as visitas foram recepcionadas por canções. A cada visita que chegava ganhavam uma lembrancinha feita pelas próprias meninas e quando chegavam ao salão de refeições encontravam um grupo que cantavam várias músicas. Era dia de alegria, era o DIA DAS MÃES.
Ela não poderia estar mais feliz, a mãe prometera que levaria as irmãs e assim aconteceu, nossa que alegria poder ver a nenêm, nenêm que já estava com três anos, andava e falava e perguntava e corria e tudo que uma criança faria na idade.
Lembra-se que todos os domingos o almoço era frango com macarronada, nesse dia tinha um cardápio diferênte e o legal tinha sobremesa, besteira talvez mas para aquelas familias era um momento de felicidade era a família mesmo que despedaçada pela separação mas unida nos sentimentos, todos tinham a mesma sintonia que era sorrir.
Ela não separou-se em nenhum instante da irmãzinha era a nenêm dela, quando tinha ido para o orfanato tinha apenas uns quatro mesês de vida talvez e nas visitas anteriores a mãe não a levava, o que via era apenas fotografias, aquela de binóculo que ficam dentro de uma caixinha de plástico com lente de aumento.
Passou o dia e quando chegou o final das visitas podia-se ver algumas com olhos vermelhos, outras emburradas algumas mães com semblante triste, o que fazer, era o final do horário da visita. Ela como sempre ouvia, concordava mas não aceitava, ainda mais por saber que não iria embora junto com as irmãs.
Dna. Nildete aproxima-se da porta de entrada e pede um momento de atenção.
Dna. Nildete, comunicava que não seria mais a governanta do orfanato, avisava também que as meninas de cabelos abaixo do queixo iriam ser cortados, agradeceu e dirigiu-se as mães para conversar. Ela imaginou o que seria no frio de manhã, usava os cabelos para cobrir as orelhas e aquecê-las.
Encaminhada para a sala do escritório onde ja haviam mais algumas amigas e acompanhadas das mães os cabelos foram cortados.
Ela sentiu-se invadida, vendo cair o que mais gostava nela, e agora quando a mãe viesse visita-la não mais o pentearia, pois todas as vezes que a mãe chegava fazia carinho nela passando as mãos pelos cabelos, penteando-os, cheirando e beijando.
Agora não mais tendo Dna. Nildete a amiga Cidinha passou a ser auxiliadora da nova governanta a Dna. Rosa, essa senhora parecia uma vózinha, carinhosa e muito boa também. Foi apresentada nesse dia foi ela que cortou os cabelos Dela e assim por mais três anos Dna. Rosa passou ser a governanta do LAR DAS MENINAS MARIA AMÉLIA.
Ela usou o que aprendeu com Dna. Nildete e fez de crochê uma touca de lã, tinha como sempre o radinho de pilha, algum livro as vezes relendo os mesmos, continuava a sonhar e aguardando por mais um dia novo.

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Feliz por sua visita! espero que tenha gostado e claro seja sempre bem vindo.
Fraterno abraço, desejando felicidades.